quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Recursos mais conhecidos da Web 2.0

Blog - é um ambiente onde o usuário publica textos, imagens, som com arquivamento cronológico, e normalmente permite que visitantes comentem cada postagem.
Wiki – Páginas comunitárias que podem ser editadas e alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso. Definida como uma ferramenta colaborativa de produção de conteúdo (documentos, textos) publicados na Web, permitindo ao usuário criar e editar livremente (edição aberta) textos, sendo suportado por hiperlinks (ligações cruzadas) e qualquer navegador (browser). Pode ser usado como enciclopédia (Wikipédia), portal de notícias (Wikinews), dicionário (Wikicionário), mapa (Wikimapia). Wikis.
Google Docs – Conjunto de aplicativos on-line que funcionam no browser do usuário, pertencente da empresa Google que agrega: Editor de textos, planilha eletrônica, Editor de apresentações, ferramentas de editoração gráfica e um gerador de formulário completam parcialmente a lista de ferramentas contidas no site. Para acessar estes serviços, basta que o usuário possua uma conta dos serviços Gmail ou Orkut. Alguns dos recursos mais conhecidos são: a possibilidade de compartilhamento de documentos entre usuários, a portabilidade, pois o mesmo usuário pode editar o documento em qualquer computador. Os aplicativos permitem a conversão para o formato PDF.
Podcast - O termo vem da junção de Ipod (equipamento portátil que reproduz arquivos digitais em mp3) com Broadcast (transmissão de rádio ou TV). São arquivos de áudio disponibilizados e acessados pela internet. Podem ser baixados para o computador do usuário e ouvidos por programas específicos (livres ou proprietários) e mp3 players. É um meio de publicação de programas personalizados de áudio, gravados em mp3.

Ferramentas Colaborativas da Web 2.0

Podemos destacar várias ferramentas on-line onde o envolvimento do usuário, a interação, a colaboração e a cooperação é a condição essencial. Como exemplo enumera-se a criação, de blogs e wikis, onde a produção do conteúdo é realizada pelo usuário.
Destaca-se também a acessibilidade, que é a Web como plataforma. Onde o usuário acessa as aplicações independentes de Ambiente Operacional (seja ele livre ou proprietário), navegador ou hardware e de qualquer lugar que esteja sem a necessidade de armazenamento de informações no computador.
Outro ponto importante dessas ferramentas, é que elas servem de suporte para suporte para a Educação a Distância como complemento aos Ambientes de Aprendizagem, permitindo que alunos, grupos de alunos pertencentes a um determinado curso possam fazer uso de seus recursos, sem estar necessariamente atrelados ao ambiente de aprendizagem a Instituição de ensino, enriquecendo suas pesquisas acadêmicas e podendo trabalharem de forma colaborativa e participativa em suas atividades.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Gestão de Ensino


As estratégias de aprendizagem são basicamente orientadas pelas ações de comunicação síncrona (quando existe a conexão simultânea e a coincidência temporal, emitente e destinatário está simultaneamente se comunicando em tempo real) e assíncrona (quando a comunicação entre as partes envolvidas no processo acontece sem haver a coincidência temporal, em que o emitente e o destinatário não se comunicam em tempo real). O que possibilita a criação de conteúdos de qualidade, apresentados de forma integrada e interativa, o que inclui uma gama enorme de processos e aplicações, aulas virtuais, colaboração on-line. Além da possibilidade de entrega de conteúdos como vídeos, áudio, textos, animações e atividades diversas.
Existem inúmeras ferramentas que possibilitam a aprendizagem colaborativa, cooperativa e participativa, o que é um dos pressupostos da educação on-line. Uma delas é o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Por definição ambiente é tudo aquilo que envolve pessoas, objetos técnicos ou coisas. Enquanto que virtual (do latim Virtus) significa potência, força. No imaginário do senso-comum a palavra virtual significa aquilo que não existe, aquilo que não se insere na realidade, e se opõe ao real. Nesse sentido, segundo Lévy (1996), “o virtual não se opõe ao real e sim ao atual. Virtual é o que existe em potência e não em ato”.
No campo educacional um ambiente virtual é um espaço muito rico em significados, possibilitando através da interação e interatividade a construção de conhecimentos e, por conseguinte, a aprendizagem. Podemos afirmar que um Ambiente Virtual se torna um ambiente de Aprendizagem, na medida em que é um espaço para a construção de conhecimentos e saberes, e a aprendizagem é um processo sócio-técnico com significação, determinado pela interação entre sujeitos. Nesses ambientes, pela sua natureza, a informação (sons, imagens, textos) nela contidas, se reproduz, circula, modifica, se atualizando em diferentes mídias e interfaces.

A Gestão Pedagógica

A construção de um sistema de gestão pedagógica está atrelada diretamente a tecnologia e a forma de como será construída a estrutura do curso, ou seja, semi-presencial ou a distância. No caso a opção da IES (Instituição de Ensino Superior) seja pelo processo semi-presencial, a estrutura do curso será construído com uma grade curricular composto de uma carga horária mínima com oferta de disciplinas que exigem atividades presenciais e outra parte composta de disciplinas com atividades a distância. São também realizadas avaliações presenciais e a distância. No caso das disciplinas com atividades presenciais, terá apoio de um tutor presencial. O curso em questão será composto de uma grade curricular mínima exigida pelo Ministério da Educação (MEC), com base na Legislação.
A estruturação de projetos educativos na modalidade à distância, pode apresentar diversos modelos, diferentes linguagens, inúmeros recursos tecnológicos e educacionais, lembrando sempre que a qualidade é o principal propósito em todas as etapas do processo, partindo do projeto até a conclusão do curso.
O conteúdo deve ser estruturado de modo a facilitar tanto a equipe docente na organização e planejamento do ensino como o discente na condução de sua aprendizagem, priorizando os conhecimentos instrumentais, o que proporciona ao alunado “aprender a aprender”.
Com os objetivos de aprendizagem claramente definidos, o próximo passo é a construção dos conteúdos disciplinares. Estes se dividem em blocos temáticos, seguido por módulos, unidades de ensino, aulas, de modo que essa estrutura tenha um encadeamento sistêmico, possibilitando o alcance de resultados por parte do/a aluno/a. O que assegura o pleno funcionamento de um sistema como um todo é estar definido na etapa de planejamento o design pedagógico.
Outra preocupação que deve ser levado em conta é como esses conteúdos didáticos serão disponibilizados aos discentes, de modo a integralizar as atividades didáticas. E como eles se inserem no desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. Como eles contribuem na construção da autonomia por parte do aluno, sendo essa uma das premissas do ensino a distância.
Já na fase de planejamento da grade curricular, é importante que sejam adotadas estratégias com vistas a considerar a descrição dos objetivos de aprendizado de forma a permitir o desenvolvimento de um plano avaliativo que leve em conta o desenvolvimento do curso e metodologias que permitam aferir o aprendizado.
O que assegura o pleno funcionamento de um sistema como um todo é estar definido na etapa de planejamento o design pedagógico, competências a serem atingidas, etapas de desenvolvimento da aprendizagem, atividades, os sistemas de apoio a aprendizagem, quais as tecnologias envolvidas, os procedimentos acadêmicos, as mídias que serão utilizadas no processo. Outro ponto que deve ser levado em conta como o aluno irá internalizar ou apropriar o conhecimento transmitido, e estruturar esse conhecimento e transforma-lo significativamente, isso logicamente implica em construir metodologias que viabilizem esse processo.

A Gestão Tecnológica

A tecnologia é um aliado para eliminar barreiras criadas pela distância e o tempo. E propiciar formas de combinar fatores de produção da educação, para atingir objetivos específicos, com a finalidade de se atingir uma educação eficaz, ou seja, que se construa a aprendizagem efetiva. Computadores, infra-estrutura de redes de comunicação, satélites, rádio, teleconferência, transmissão de conteúdos. Todos esses recursos devem ser utilizados de forma a estabelecer um canal de transmissão de informações, aliados aos procedimentos de aprendizagem, corpo docente, construções, equipamentos escolares, se tornem um facilitador na aprendizagem.
Com o surgimento das tecnologias na educação tem como conseqüência mudanças no conceito de gestão de sistemas de EAD, por se tratar de um conjunto complexo, exigindo uma gestão eficiente para que os resultados educacionais possam ser alcançados. Consequência da expansão das redes de computadores e, principalmente com o surgimento da Internet, nasce a Comunicação Mediada por Computador (CMC - Computer Mediated Communication).
A CMC é um fenômeno em expansão na sociedade atual, extremamente informatizada, superando a mediação por outras mídias como texto e telefonia. A CMC tem sua origem nas redes de computadores, que a princípio tinha como função apenas a transmissão de dados, mas com o surgimento de aplicativos de comunicação on-line, possibilitou uma comunicação muito mais rápida, intensa e eficiente, e agregou uma enorme gama de novos recursos, provendo um maior enriquecimento nas comunicações. O que propicia ferramentas para uma gestão eficiente e eficaz proporcionando a visão do funcionamento do sistema como um todo, descentralizado, pluriparticipativo e multidisciplinar. Sua estruturação implica a definição de procedimentos específicos e complexos para serem realizados, como: a definição dos objetivos educacionais, o desenho instrucional, etapas e atividades, os mecanismos de apoio à aprendizagem, as tecnologias que serão utilizadas, a avaliação, os procedimentos formais acadêmicos. Estabelecendo com isso as estratégias e mecanismos podendo assegurar que esse sistema irá funcionar efetivamente conforme o previsto.
O fato de professores/as e alunos/as encontrarem-se em espaços diferentes exige a utilização de recursos técnicos e tecnológicos que façam a mediação entre esses atores. São recursos da TIC que permitem o rompimento dessas distâncias, permitindo que os/as alunos/as estudem de forma independente, mas não isolados.

A Importância da Tutoria na Educação a Distância

O principal motivo da existência de um sistema de tutoria é fornecer aos alunos, é um atendimento individualizado, seja ele presencial ou a distância. Na Educação a Distância, o/a tutor/a assume o papel de mediador do processo de ensino-aprendizagem, sendo um/a companheiro/a diante das dificuldades apresentadas pelo/a aluno/a. É através dele/a que se assegura a interação personalizada e contínua com o sistema de ensino, bem como viabilizar a consecução dos objetivos propostos. Como suporte, assume o papel de gestor do processo ensino-aprendizagem, possui a capacidade de envolver seus alunos ativamente neste processo. Esse tem empatia e capacidade de entender os discentes, é importante que tenha domínio adequado das tecnologias, facilidade em descobrir quais as possibilidades de interação entre aluno/a e o conhecimento. Como facilitador dos processos de aprendizagem, utiliza de diversos recursos tecnológicos contribuindo para a construção do processo ensino-aprendizagem, focado/a na construção do conhecimento pela reflexão compartilhada, cooperação enfatizando autonomia entre os diversos sujeitos do processo.
Se o/a profissional em alguma etapa de sua formação acadêmica já tenha atuado com aluno/a de EAD, poderá entender melhor como funciona o processo, e as outras pessoas que vivenciam o ambiente virtual. Além de sua função pedagógica, o/a tutor/a tem papel importante para agregar o grupo e também pode estimular a continuidade dos estudos. O acompanhamento é fator decisivo para um/a aluno/a não desistir de um curso. Criar uma rede de apoio é essencial num curso a distância. Neste caso o/a tutor/a é o responsável pela interação do/a aluno/a com os objetos de aprendizagem.
Para que o/a tutor/a tenha um bom desempenho de suas atribuições é necessário que este possua habilidades como: o domínio dos conhecimentos da área onde ele irá atuar, proficiência tecnológica com domínio no ambiente de aprendizagem em que ele irá interagir com o/a aluno/a, habilidade de comunicação (dimensão afetivo-motivacional e cognitivo) possuir boa expressão oral (domínio da língua vernácula), ser observador, saber ouvir.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012